Trem do Paraná lotado no feriadão
Mais de 2,8 mil pessoas descerão a Serra do Mar
O feriadão de três dias foi o suficiente para lotar dessa sexta-feira (12 de outubro) até domingo (14) os vagões que fazem o passeio de descida pela Serra do Mar paranaense, entre as cidades de Curitiba e Morretes. O segundo equipamento turístico mais visitado do Estado - atrás apenas das Cataratas do Iguaçu - receberá cerca de 2,8 mil pessoas nesse feriado prolongado. A maior parte vinda de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. Ainda há vagas nos passeios de subida da Serra do Mar.
Segundo o diretor comercial Adonai Arruda Filho, da Serra Verde Express, concessionária do sistema, “feriados sempre ajudam a ampliar a ocupação nos trens, no entanto, esse sucesso também é fruto do trabalho comercial e de marketing que estamos fazendo nas três praças desde o início da crise aérea, por serem mais próximas de Curitiba”. De lá pra cá a Serra Verde vem incentivando turismo rodoviário até Curitiba nesses destinos.
Serviço:
Serra Verde Express
Avenida Presidente Afonso Camargo, 330, na Rodoferroviária de Curitiba
Info: (41) 3323.4007
Site: www.serraverdeexpress.com.br
COMO UM ATRATIVO PODE COMPOR UM ROTEIRO TURÍSTICO?
Através do projeto “Circuito Turístico da Costa da Mata Atlântica” diversos atrativos poderão conhecer os aspectos técnicos necessários para fazer parte de um roteiro turístico da nova Baixada Santista.
Uma pesquisa realizada pelos consultores do projeto “Circuito Turístico da Costa da Mata Atlântica”, uma parceria entre o Santos e Região Convention & Visitours Bureau – SRC&VB e o Sebrae-SP, já identificou mais de 386 atrativos nas cidades que integram a marca turística Costa da Mata Atlântica, a nova Baixada Santista, sendo que 262 já foram diagnosticados. “A formatação destes atrativos turísticos tem como objetivo criar formas de utilização de recursos naturais, rurais, culturais e históricos, proporcionando a criação de novos roteiros na região. Mas, para que sejam elaborados estes roteiros, trazendo o desenvolvimento de diferentes oportunidades de negócios para o turismo de baixa temporada, alguns aspectos devem ser considerados”, destaca Lúcia Maria Teixeira Furlani, Presidente do Convention Bureau.
Entre os aspectos técnicos necessários para que um atrativo possa se tornar um roteiro turístico é preciso identificar a facilidade de acesso. “Um atrativo que possua sinalização apresenta maior potencial para compor um roteiro”, explica Silvana Pompermayer, gerente regional do Sebrae-SP
A sinalização interna e externa do atrativo, a presença de um guia – quando necessário – e o trabalho de monitoramento são de extrema importância, lembra Silvana. “Outros fatores relevantes para formatação do roteiro são a adequação dos horários de funcionamento na alta e na baixa temporada, o atendimento, a segurança, limpeza, opções de alimentação, hospedagem e estacionamento”, afirma.
Circuito – O “Circuito Turístico da Costa da Mata Atlântica”, é um projeto pioneiro no Brasil, que prevê a formatação de atrativos e a capacitação em gestão e operação técnica, a fim de fomentar o turismo na nova Baixada Santista.
O projeto é composto por ações de curto prazo e foi desenvolvido a partir do I Fórum de Desenvolvimento do Turismo Regional da Costa da Mata Atlântica, realizado em novembro de 2006 pelas duas entidades. E visa determinar e ampliar o mercado, incrementar a competitividade e promover a sustentabilidade do Sistema Produtivo do Turismo Receptivo, consolidando a Região da Costa da Mata Atlântica como destino turístico, principalmente na baixa temporada. Para tal, serão elaborados Roteiros Turísticos autônomos e conduzidos, visando o desenvolvimento de novas oportunidades de negócios.
O objetivo principal do projeto é aumentar o fluxo de turistas na região nos meses de baixa temporada. “O convênio viabilizará a concretização das propostas, entre as quais se destacam a criação de novos roteiros turísticos, o aumento do número de visitantes na baixa temporada, a elaboração de material informativo e cursos de capacitação empresarial”, afirma Lúcia Maria Teixeira Furlani, presidente do Bureau. Lúcia ressalta ainda a importância do esforço conjunto entre as prefeituras, órgãos públicos e empresários da região metropolitana. “Essa parceria é resultado de todo um trabalho de união”.
Artesãos do Nordeste irão participar da Abav 2007
Um dos maiores valores do Nordeste brasileiro, o artesanato será destaque no estande da 25ª edição do congresso da Abav, que acontece no Rio de Janeiro entre os dias 24 e 28 deste mês. Artesãos representantes dos nove estados nordestinos, integrantes do Programa de Desenvolvimento da Produção Artesanal Associada ao Turismo, estarão no evento expondo a sua produção. O Programa já recebeu investimento de mais de R$ 2 milhões de reais e é uma iniciativa do Ministério do Turismo, que pretende estimular a geração emprego e renda dos artesãos aliada à atividade turística.
A Comissão de Turismo Integrado do Nordeste (CTI/NE) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) são parceiros do Ministério neste trabalho. “Essa iniciativa empregou 2.895 artesãos, além de ter fortalecido a atividade turística como elemento cultural. A repercussão foi a melhor possível”, afirma o presidente da CTI-NE e secretário de Turismo de Alagoas, Virgínio Loureiro.
Durante a Abav 2007, também será apresentado o vídeo “Saber Fazer”, que mostra todo o processo de trabalho dos artesãos. O presidente da CTI-NE Virgínio Loureiro, estará presente no evento, acompanhado pelo secretário executivo da CTI-NE, Roberto Pereira. “Será uma ótima vitrine para expor toda a produção artesanal dos estados do Nordeste que foi produzida pelo Programa“, fala Pereira. Para a Abav, além do apoio da CTI-NE, os artesãos estão recebendo benefícios dos Sebrae e das secretarias de Turismo estaduais para a mobilização e o transporte das mercadorias. Já os custos das passagens e dos estandes ficaram a cargo do próprio Ministério.
O Projeto
O projeto envolveu 38 arranjos produtivos locais (APL), em 38 municípios. “Eles foram selecionados inicialmente por uma pesquisa de gabinete, com indicações de prefeituras e Estados. Depois, a consultora Malba Aguiar foi a cada um dos municípios e elencou 29 deles, de acordo com o potencial. Ao final, incluímos as capitais nordestinas, por serem a porta de entrada dos turistas na região”, explica Pereira. A partir daí foram realizadas oficinas de capacitação em cada localidade. O programa de aulas envolveu desde a produção da mercadoria até a melhor forma de sua comercialização, incluindo estudos sobre design para que os artesãos soubessem deixar seus trabalhos atraentes já na embalagem do produto. “A capacitação inclui desde a confecção de bonecos de barro a produtos como bolo de rolo. Em qualquer lugar, uma peça manufaturada tem um valor agregado maior do que uma industrializada”, completa Oscar Gomes, diretor do Programa.
“A quinta etapa, de promoção e divulgação, segue até junho do próximo ano. Vamos participar de feiras do setor e fornecer certificados de qualidade. A partir daí, cada peça comercializada terá dados de identificação como material empregado, nome do artesão e do local onde foi produzida. E o turista, mais do que levar para casa uma peça de artesanato, terá uma história para contar sobre o produto”, comenta a consultora. A capacitação inclui desde a confecção de bonecos de barro a produtos como bolo de rolo. “Em qualquer lugar, uma peça manufaturada tem um valor agregado maior do que uma industrializada”, reforça o presidente da CTI Nordeste.


