Artesãos do Nordeste irão participar da Abav 2007
Um dos maiores valores do Nordeste brasileiro, o artesanato será destaque no estande da 25ª edição do congresso da Abav, que acontece no Rio de Janeiro entre os dias 24 e 28 deste mês. Artesãos representantes dos nove estados nordestinos, integrantes do Programa de Desenvolvimento da Produção Artesanal Associada ao Turismo, estarão no evento expondo a sua produção. O Programa já recebeu investimento de mais de R$ 2 milhões de reais e é uma iniciativa do Ministério do Turismo, que pretende estimular a geração emprego e renda dos artesãos aliada à atividade turística.
A Comissão de Turismo Integrado do Nordeste (CTI/NE) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) são parceiros do Ministério neste trabalho. “Essa iniciativa empregou 2.895 artesãos, além de ter fortalecido a atividade turística como elemento cultural. A repercussão foi a melhor possível”, afirma o presidente da CTI-NE e secretário de Turismo de Alagoas, Virgínio Loureiro.
Durante a Abav 2007, também será apresentado o vídeo “Saber Fazer”, que mostra todo o processo de trabalho dos artesãos. O presidente da CTI-NE Virgínio Loureiro, estará presente no evento, acompanhado pelo secretário executivo da CTI-NE, Roberto Pereira. “Será uma ótima vitrine para expor toda a produção artesanal dos estados do Nordeste que foi produzida pelo Programa“, fala Pereira. Para a Abav, além do apoio da CTI-NE, os artesãos estão recebendo benefícios dos Sebrae e das secretarias de Turismo estaduais para a mobilização e o transporte das mercadorias. Já os custos das passagens e dos estandes ficaram a cargo do próprio Ministério.
O Projeto
O projeto envolveu 38 arranjos produtivos locais (APL), em 38 municípios. “Eles foram selecionados inicialmente por uma pesquisa de gabinete, com indicações de prefeituras e Estados. Depois, a consultora Malba Aguiar foi a cada um dos municípios e elencou 29 deles, de acordo com o potencial. Ao final, incluímos as capitais nordestinas, por serem a porta de entrada dos turistas na região”, explica Pereira. A partir daí foram realizadas oficinas de capacitação em cada localidade. O programa de aulas envolveu desde a produção da mercadoria até a melhor forma de sua comercialização, incluindo estudos sobre design para que os artesãos soubessem deixar seus trabalhos atraentes já na embalagem do produto. “A capacitação inclui desde a confecção de bonecos de barro a produtos como bolo de rolo. Em qualquer lugar, uma peça manufaturada tem um valor agregado maior do que uma industrializada”, completa Oscar Gomes, diretor do Programa.
“A quinta etapa, de promoção e divulgação, segue até junho do próximo ano. Vamos participar de feiras do setor e fornecer certificados de qualidade. A partir daí, cada peça comercializada terá dados de identificação como material empregado, nome do artesão e do local onde foi produzida. E o turista, mais do que levar para casa uma peça de artesanato, terá uma história para contar sobre o produto”, comenta a consultora. A capacitação inclui desde a confecção de bonecos de barro a produtos como bolo de rolo. “Em qualquer lugar, uma peça manufaturada tem um valor agregado maior do que uma industrializada”, reforça o presidente da CTI Nordeste.
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