Ministério avança na implantação da Escola Ibero-Americana de Turismo no Brasil
Madri/Espanha – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, apresentou ao secretário-geral da Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib), Enrique Iglesias, e ministros e autoridades de Turismo da Argentina, Nicarágua, Uruguai, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, Andorra e Peru, a proposta do Ministério do Turismo do Brasil para a implantação da primeira Escola Ibero-Americana de Formação Turística. A reunião aconteceu hoje, em Madri. O ministério propõe que a escola seja implantada no Brasil. O objetivo é criar um espaço que servirá ao intercâmbio de conhecimento e aperfeiçoamento profissional no turismo.
Professores de cursos técnicos, de qualificação profissional e de ensino superior na área do Turismo das redes públicas e privadas; gestores públicos do turismo nacionais, regionais e locais; gestores de negócios, empreendimentos e processos do setor do turismo são o público-alvo da iniciativa, que envolve 22 países Ibero-Americanos, seus ministérios do Turismo e profissionais do setor.
Do plano de trabalho consta oferecer cursos de especialização, de aperfeiçoamento ou de extensão universitária, todos com certificação emitida pela Escola Ibero-Americana. A idéia é estabelecer a escola no Brasil em Instituição de Ensino Superior (IES) no Brasil, reconhecida pelo Ministério da Educação, responsável pela realização do programa de cursos e certificação dos alunos formados.
Capacitação e intercâmbio – Para o secretário-geral da Secretaria-Geral Ibero-Americana, Enrique Iglesias, a proposta apresentada pelo Brasil é muito importante. Ele sinalizou o apoio do órgão à proposta brasileira: “Precisamos hoje investir recursos para ter pessoas cada vez mais capacitadas, e o caráter bilíngüe precisa ser levado em conta. Faremos todo o possível, por meio da Segib, para que o investimento aconteça”.
Os cursos de aperfeiçoamento e especialização serão ministrados em português e espanhol, organizados em módulos, sendo a primeira à distância, em ambiente virtual, e a segunda, presencial. No módulo à distância estão propostas para serem coordenadas por um professor-tutor, contemplando leituras dirigidas, discussões abertas e fechadas, atividades individuais e trabalhos de pesquisa sobre os temas referentes ao curso. No curso de especialização, está prevista a orientação na elaboração da monografia, que deverá refletir a opção temática do aluno. Pode ser, por exemplo, Turismo de Aventura, de Negócios, Rural, Sol e Praia, entre outros, a ser aprofundada durante o curso.
Além do acesso ao ambiente virtual, os alunos, pela proposta, deverão receber material didático impresso bilíngüe e será oferecido obrigatoriamente módulo de português instrumental – o objetivo é a integração entre os profissionais de turismo que falam português e espanhol. O planejamento prevê que o módulo presencial seja realizado no Brasil. Suas atividades incluirão aulas, seminários, conferências, atividades individuais e em grupos. As turmas serão de no máximo 30 alunos. Nesta etapa, constam estudos localizados, compreendendo visitas técnicas, inventário turístico, laboratórios de aprendizagem. As visitas técnicas estão planejadas em caráter geral e específico, em função da opção de aprofundamento ou projeto de intervenção do aluno no seu local de origem.
Ao final do curso de especialização, o aluno deverá defender, de forma presencial e individual, monografia ou trabalho de conclusão de curso. Esses trabalhos e monografias serão publicados, ao final de cada turma, pela Escola Ibero-Americana.
O técnico da Organização Mundial do Turismo Augusto Hurscar, presente no encontro, comentou que a proposta da escola ibero-americana pode trazer bons resultados para pequenas e médias empresas que atuam no setor turístico. “Elas ganharão bastante, afinal, poderão contar com profissionais que estão mais capacitados.”
Ministério do Turismo
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