Fórum Setorial de Turismo aponta os gargalos do turismo na Paraíba

Enviado em Notícias de redacao | 17 de Fevereiro de 2009 @ 00:58
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Os integrantes do Fórum Setorial de Turismo na Paraíba promoveram sua segunda reunião de trabalho nesta semana, quando foram elencados e discutidos os principais gargalos que entravam o setor turístico de João Pessoa. Durante o encontro, foram identificados pelo menos 21 problemas, que vão desde a insuficiência de voos regulares para a capital paraibana até a falta de espaço para médios e grandes eventos e a inexistência de um Centro de Convenções.

O secretário geral do Fórum será Gustavo Garcia, presidente do João Pessoa Convention Bureau. Ele afirmou que a nova instância do turismo paraibano não pretende sobrepor-se a outros conselhos existentes. “Este Fórum será mais uma instância onde poderemos debater e solucionar os nossos problemas, muitas vezes de ordem simples e que fazem uma diferença imensa para a capital”, disse.

O Fórum Setorial faz parte do Projeto Nordeste Territorial da Atividade de Turismo (PTAE) formatado e coordenado pelo Banco do Nordeste do Brasil e conduzido pelos demais parceiros e atores ligados à atividade em João Pessoa.

Os gargalhos do turismo na Paraíba:

1 Insuficiência de voos regulares para a capital;

2 Falta de espaço para médios e grandes eventos: inexistência de Centro de Convenções em JPA;

3 Existência de informalidade de todas as ordens na orla da capital;

4 Existência de taxista como Guias de Turismo; (Contraria Lei do MTUR);

5 Improvisação das políticas públicas de todas as esferas governamentais existentes no município (falta de planos consistentes);

6 Falta de terminais turísticos na capital;

7 Falta de espaços para eventos públicos e de políticas para incremento do segmento de eventos;

8 Carência na divulgação promocional da cidade de João Pessoa em importantes e emergentes mercados;

9 Carência de sinalização turística nas vias da capital (inclusive placas indicativas defronte aos hotéis da orla para parada de ônibus e veículos de turismo);

10 Falta de qualificação profissional da mão-de-obra para todo o setor turístico (alta rotatividade dos profissionais nas empresas);

11 Exagero na poluição sonora e visual em áreas de circulação dos turistas;

12 Contravenção da profissão de Guia de Turismo por amadores e piratas (Lei no. 8.623\93);

13 Falta de funcionalidade para eventos no equipamento Estação Cabo Branco;

14 Falta de continuidade na fiscalização integrada realizada pela PBTUR e SETUR/JP, em compartilhamento com órgãos federais, estaduais e municipais, bem como inexistência de punição para as infrações verificas;

15 Dificuldade de acesso aos equipamentos turísticos;

16 Falta de conscientização quanto à responsabilidade ambiental;

17 Falta de capacitação relativa ao Programa de Alimento Seguro e a boas práticas de distribuição e mesa;

18 Falta de projetos estruturantes para a cidade de João Pessoa;

19 Inexistência do terminal de passageiros no Porto de Cabedelo;

20 Falta de mais encontros e reuniões de trabalho entre os integrantes de trade turístico na busca de novas soluções do turismo da capital;

21 Falta de guias de turismo que dominem outros idiomas (inglês, espanhol e francês).

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